sexta-feira, 11 de abril de 2008

As Pinturas Rupestres - São Thomé das Letras

As Pinturas Rupestres

Pinturas rupestres encontradas na entrada da gruta, feitas através de um líquen, a “Cladonia sangüínea”. Enquanto alguns atribuem esses desenhos a antigos povos indígenas, outros afirmam terem sido marcas deixadas pelo Santo. Há um quê de mistério pois estudos arqueológicos atribuem por volta de 2.000 anos, o que coincide com a peregrinação do Apóstolo Thomé e também da passagem dos índios cataguases pela região, que eram nômades.

Quando as pinturas rupestres de São Thomé das Letras, encontradas em diversas outras localidades do Brasil e do mundo sugerem que teriam sido feitas por civilizações indígenas, porém a controvérsia é que a semelhança demonstrava que esses “índios” deveriam, no mínimo serem nômades e terem registrado a passagem por essas localidades, algumas delas inclusive nunca ouviu-se falar de ter sido habitada por índios. Para estudiosos, essas inscrições teriam sido feitas por antigos povos que adotaram uma língua universal, originária do devanaghari ou sânscrito no oriente, uma linguagem dos deuses e pelo hebreu no ocidente. A característica dessa linguagem ainda se conserva no numérico valor que possuem as letras em todos os alfabetos.

Estudos arqueológicos determinam que a origem das pinturas vem de um líquen, a Cladonia sangüínea, e teriam por volta de 2.000 anos.

Esses desenhos poderiam ser códigos?

Em uma publicação editada em 2.000, em 3 volumes cujo título vem a ser “Códice de Caetano da Costa Matoso” compreendendo uma coletânea do século XVIII, reunida pelo próprio historiador, ouvidor-geral da Comarca de Ouro Preto, nos anos de 1749 a 1752, resultante em uma belíssima publicação, que recupera aspectos históricos, geográficos, sociais, econômicos e culturais da época apresenta as pinturas de São Thomé das Letras, intitulada “Itacotiara”.

Comentário. O Livro “Códice” original. Manuscritos de um padre Jesuíta que este em peregrinação em São Thomé das Letras.

Há mais desenhos além dos encontrados no conjunto rupestre da entrada da gruta, acreditando-se que se apagaram com o tempo.

Os manuscritos publicados sob o título de “Códice”, que traduzido do latim vem a ser “Código” esteve desaparecido por mais de 100 anos e inclui a inscrição rupestre encontrada em São Thomé das Letras, na “Toca das Letras”.

Conforme um documento de 1747, do Padre Jesuíta José Mascarenhas, que fazia o delírio dos intelectuais da época no exercício de decifrá-lo, os desenhos teriam sido feitos por ocasião da pregação de São Thomé no ano de 54 d.c. Portanto, São Thomé teria estado no Brasil.

Conforme o padre Jesuíta José Mascarenhas as inscrições encontradas por volta de 1747 seriam estas e poderiam ter sido feitas pelo próprio Santo no seu trabalho de catequismo de índios e ensinamentos de técnicas de plantio.

Podemos observar que na imagem encontram-se uma série de códigos que formam uma espécie de alinhamento natural.

Trata-se do conhecimento simbólico, um tipo de inscrição codificada que pode ocultar mistérios de ordem divina ou, por outro ângulo, tais códigos existem para dar notícia ou, ainda, fazer-se o registro do cumprimento de uma missão espiritual.

Enfim, estamos felizes que tais inscrições façam parte da história de nosso país, até porque a cidade de São Thomé das Letras proporciona um bem-estar para todos os tipos de turistas, pesquisadores e amantes da natureza.

As Pinturas Rupestres - São Thomé das Letras

As Pinturas Rupestres

Pinturas rupestres encontradas na entrada da gruta, feitas através de um líquen, a “Cladonia sangüínea”. Enquanto alguns atribuem esses desenhos a antigos povos indígenas, outros afirmam terem sido marcas deixadas pelo Santo. Há um quê de mistério pois estudos arqueológicos atribuem por volta de 2.000 anos, o que coincide com a peregrinação do Apóstolo Thomé e também da passagem dos índios cataguases pela região, que eram nômades.

Quando as pinturas rupestres de São Thomé das Letras, encontradas em diversas outras localidades do Brasil e do mundo sugerem que teriam sido feitas por civilizações indígenas, porém a controvérsia é que a semelhança demonstrava que esses “índios” deveriam, no mínimo serem nômades e terem registrado a passagem por essas localidades, algumas delas inclusive nunca ouviu-se falar de ter sido habitada por índios. Para estudiosos, essas inscrições teriam sido feitas por antigos povos que adotaram uma língua universal, originária do devanaghari ou sânscrito no oriente, uma linguagem dos deuses e pelo hebreu no ocidente. A característica dessa linguagem ainda se conserva no numérico valor que possuem as letras em todos os alfabetos.

Estudos arqueológicos determinam que a origem das pinturas vem de um líquen, a Cladonia sangüínea, e teriam por volta de 2.000 anos.

Esses desenhos poderiam ser códigos?

Em uma publicação editada em 2.000, em 3 volumes cujo título vem a ser “Códice de Caetano da Costa Matoso” compreendendo uma coletânea do século XVIII, reunida pelo próprio historiador, ouvidor-geral da Comarca de Ouro Preto, nos anos de 1749 a 1752, resultante em uma belíssima publicação, que recupera aspectos históricos, geográficos, sociais, econômicos e culturais da época apresenta as pinturas de São Thomé das Letras, intitulada “Itacotiara”.

Comentário. O Livro “Códice” original. Manuscritos de um padre Jesuíta que este em peregrinação em São Thomé das Letras.

Há mais desenhos além dos encontrados no conjunto rupestre da entrada da gruta, acreditando-se que se apagaram com o tempo.

Os manuscritos publicados sob o título de “Códice”, que traduzido do latim vem a ser “Código” esteve desaparecido por mais de 100 anos e inclui a inscrição rupestre encontrada em São Thomé das Letras, na “Toca das Letras”.

Conforme um documento de 1747, do Padre Jesuíta José Mascarenhas, que fazia o delírio dos intelectuais da época no exercício de decifrá-lo, os desenhos teriam sido feitos por ocasião da pregação de São Thomé no ano de 54 d.c. Portanto, São Thomé teria estado no Brasil.

Conforme o padre Jesuíta José Mascarenhas as inscrições encontradas por volta de 1747 seriam estas e poderiam ter sido feitas pelo próprio Santo no seu trabalho de catequismo de índios e ensinamentos de técnicas de plantio.

Podemos observar que na imagem encontram-se uma série de códigos que formam uma espécie de alinhamento natural.

Trata-se do conhecimento simbólico, um tipo de inscrição codificada que pode ocultar mistérios de ordem divina ou, por outro ângulo, tais códigos existem para dar notícia ou, ainda, fazer-se o registro do cumprimento de uma missão espiritual.

Enfim, estamos felizes que tais inscrições façam parte da história de nosso país, até porque a cidade de São Thomé das Letras proporciona um bem-estar para todos os tipos de turistas, pesquisadores e amantes da natureza.

São Thomé das Letras na Era do Rádio

Por Ricardo Kayapó

A emissora das letras, conhecida como “FM DAS LETRAS” nasceu no ano de 1996 da união de três sócios, Oriental Luiz Noronha, o “Tata”, Newton Maciel e Jaiminho, os dois últimos residentes na cidade vizinha de Cruzília.

Na freqüência 95,7 Mhz, operando em baixa potência, com apenas 50 watts, utilizava um transmissor velho onde se era necessário apertar um parafuso a cada meia hora, devido ao esquentamento do aparelho, para não sair da sintonia. O microfone era segurado na mão e não haviam controles e nem equipamentos além do botão do volume, das graves e dos agudos.

Inicialmente a emissora passou a transmitir músicas clássicas e new age, onde somente era falada a hora e a apresentação do nome da emissora, além da freqüência em caráter experimental como rádio comunitária e de utilidade pública.

Já no segundo mês de funcionamento substituiu-se o velho transmissor por um moderno de 250 watts, o qual veio a ser instalado na casa de transmissão, dentro do futuro Parque Antônio Rosa, onde ficam localizadas as antenas de TV. Essa mudança permitiu que o povoado de Sobradinho também pudesse ter acesso à FM.

A transmissão era feita através de “links”, aparelhos que enviavam o sinal da rádio para o transmissor, o qual por sua vez, do ponto mais alto da cidade, transmitia a freqüência modulada para os ouvintes.

Com a participação de voluntários desempenhando a função de locutores a rádio teve uma excelente aceitação pela comunidade e foi a febre na cidade naquela ocasião, também pelo fato de possuir um acervo com músicas que não tocam mais nas FM´s da região, não se tratando de canções antiquadas, mas sim clássicos do MPB devorados pela baixa qualidade da música que dominou o país na última década.

A atitude da cidade permitiu que o sinal de freqüência chegasse até outras cidades próximas como Três Corações, São Bento Abade e Cruzília.

A primeira sintonia foi 96,5 mhz, FM Stéreo, porém logo mudou para 97,5 mhz devido à proximidade com a emissora de Três Corações, Rádio Tropical, 95,5mhz.

A Emissora das Letras foi registrada no Ministério da Fazenda sob o Reg. Nº 01.529.640.0001-56, sendo também registrada na APEMG (Associação das Pequenas Emissoras de Minas Gerais).

Entre as cidades vizinhas, pelo menos uma emissora se sentiu ameaçada pela nova iniciativa, sendo que foi feita uma denúncia ao Dentel, órgão fiscalizador da radiofusão, sendo que lucrou os equipamentos da Emissora até a regularização de acordo com as incontáveis normas para o funcionamento de rádios comunitárias, porém a direção da rádio interviu na justiça e conseguiu uma liminar para pudesse voltar a funcionar em caráter comunitário e de utilidade pública.

Os Primeiros Programas da Emissora de São Thomé das Letras

A HORA DO SERTANEJO,
Com Oriental Luiz Noronha, o Tatá.

CURTO CIRCUITO,
Balanço, reggae, pop e rock
com Ricardo Kayapó.

MINAS CANTA MAIS ALTO, mpb
Com Edézio Antonio Leite, o Kacho.

SINTONIA, com músicas variadas
Com Ana Cláudia Dias, a Claudinha.

UM TOQUE DE CLASSE, balanço e música romântica,
Com Abener Francisco de Souza, o Bené.

A HORA DO JACARÉ, blues e música negra americana,
Com Wally, o “Jacaré”.

A HORA DA AMIZADE, atendendo o ouvinte
Com Marcilene.

CRIANÇA FELIZ,
Com Akiel e Anakiel de Souza Noronha.

MANHÃ SERTANEJA,
Com Zé Maria.

ANGÚ COM LEITE, músicas variadas,
Com Audiê Scaldelai, o Fubá.

MOMENTO DO SOM, músicas do momento,
Com Alexandre.

60 MINUTOS, músicas variadas
Com José Eurico da Silva, o Zeca.

A FM das Letras, também conhecida como “A Rádio São Thomé das Letras” arrebentou logo nos primeiros meses gerando preocupação em rádios comerciais da cidades vizinhas como Três Corações.

Além dos programas consagrados aconteceram muitos outros, inclusive, ao vivo como shows e missas.

A emissora através de seu diretor Oriental Luiz Noronha realizou, através de seu programa sertanejo, uma campanha em prol de uma família que vivia em petição de miséria, em uma pocilga. A comunidade colaborou bastante e a Emissora arrecadou em torno de 100Kg de alimento para essa família.

No mês de dezembro de 1996 a emissora, através da Lei 764-96, votada na Câmara dos Vereadores de São Thomé das Letras, foi declarada de utilidade pública, tendo a lei sendo assinada pelo Prefeito Alaor Flauzino de Oliveira.

A estação de rádio durante o seu primeiro período de existência entrevistou artistas de todo Brasil. Os programas que tinham por hábito entrevistar novos e velhos talentos eram o “Minas Canta Mais Alto”, de segunda à sexta e o “Curto Circuito” aos sábados.

A FM das Letras funcionou em uma sala na pousada do Tatá, na Praça do Rosário, 25, porém foi vendida para a Associação Comunitária Viva Criança (Montanha) e passou a funcionar na zona rural, na “Montanha do Juan”.

Hoje se encontra em pleno funcionamento dentro do Parque Municipal Antônio Rosa, com um novo nome “Montanha das Letras FM”. A qualidade dos programas, informações e músicas executadas prometem recuperar todo o prestígio e preferência do ouvinte. Como nos “velhos tempos”.

Mais informações no livro” De Letras em Letras, de autoria do Ricardo Kayapó, Ed. Caminhos de Minas, 2005.

A Lenda do Corpo Seco de São Thomé das Letras

Há diversas versões para a lenda do corpo seco, para se chegar até ela é preciso falar antes de mais quatro que fazem parte de um antigo “causo” que se fundiu com uma lenda. É uma história que precisa ser detalhada para se entender o nome de lugares onde vivemos hoje.

Entre as Lendas do Corpo Seco, a mais interessante é a seguinte:

Os escravos da Fazenda Campo Alegre, foram convocados para erguer, no alto de uma montanha de pedras, uma Igreja em devoção a São Thomé, o santo encontrado no interior da gruta bem próxima.

Era uma árdua obra pois havia pouca água no alto da montanha e era quase toda com lajes de pedra e tocas.

Em gratidão ao trabalho os negros envolvidos e seus descendentes poderiam freqüentar as missas. Mas houve um detalhe que passou despercebido ou fizeram de conta. Os negros iriam acabar se misturando com os senhores de engenho, fazendeiros, sinhás...

Para resolver o problema o Patriarca da família Junqueira, João Francisco resolveu que iriam “ganhar” uma igreja só para eles, toda de pedra, em uma embaixada próxima. A princípio os negros concordaram, mas no decorrer da construção diversas “ferramentas” para o trabalho como carros boi, mulas, marretas foram desaparecendo, a única vantagem era o de estarem perto de um poço com água em abundância, recém descoberto, numa gruta, próxima do local de construção da igreja. Os negros que estavam trabalhando nas obras da igreja ficaram revoltados e decidiram retornar para as plantações, no caso pertencentes a Gabriel Francisco Junqueira, o Barão de Alfenas.

A Lenda de São Thomé

Diz à lenda que por volta de 1751, um escravo de nome João Antão estaria tendo um romance com uma das filhas do patriarca da família Junqueira, que era solteirona. Descoberto fugiu da Fazenda Campo Alegre, trilhou caminhos para o alto das montanhas onde encontrou uma gruta, onde se refugiou, passando a viver de caça, pesca de pequenos peixes, frutos, raízes e do que a Natureza lhe dava.

Não se sabe ao certo por quanto tempo o escravo habitou aquelas cercanias, porém conforme estudos, acredita-se que tenha sido por volta de 18 anos.

Um dia, um homem de certa idade, de fisionomia suave e amiga, coberto por vestes brancas apareceu na gruta e, sem muitas indagações de ao escravo um bilhete para que fosse entregue ao seu feitor com a certeza do perdão. O escravo ficou assustado e informou ao forasteiro ser impossível fazer o que ele pedia, pois voltar à fazenda significaria morte para ele. O homem disse-lhe com firmeza que a mensagem era de grande importância e que, entregando-a antes do amanhecer, nada lhe aconteceria.

Cheio de pavor o negro resolveu cumprir a tarefa. Rasgando-se pelas escarpas, foi rompendo como um raio as matas e os montes para chegar a tempo ao seu destino.

Ninguém soube o que continha no bilhete, mas uma coisa foi revelada: a assinatura era apenas um nome – “Thomé”.

O seu senhorio quis conhecer a tal gruta e encontrou no seu interior uma imagem de São Thomé. Na entrada da gruta haviam pinturas em tons avermelhados semelhantes a “letras”.

O senhor de vestes brancas não foi encontrado, mas acredita-se que fosse um padre jesuíta, fugitivo das perseguições do Marquês de Pombal que determinou a expulsão dos jesuítas no Brasil.

O escravo foi perdoado. E por João Francisco Junqueira ser muito religioso, ao lado da gruta, batizada na época como “Toca das Letras”, conhecida hoje como “Gruta São Thomé”, foi erguida uma capela, onde posteriormente deu lugar à Igreja Matriz.

IMG
A Toca das Letras ou Gruta São Thomé. Foi neste local onde ocorreu o fato que originou a lenda da fundação do povoado. Na entrada, ao alto, estão os desenhos primitivos até hoje indecifrados. Na década de 60 o acesso ainda era feito por uma pequena trilha.

Por ocasião da construção da capela em devoção a São Thomé, foram encontradas as pinturas em tom avermelhado que teriam sido deixadas pelo “senhor de vestes brancas” como prova de sua aparição.

Para estudiosos essas pinturas são atribuídas aos índios cataguases, antigos habitantes da região. Devido a essas pinturas o local ficou conhecido como “São Thomé das Letras”.

Histórias que podem ter se transformado em lenda

Com a invasão dos bandeirantes na região do Sul de Minas, vieram também os catequistas. Três desses religiosos teriam subido a Serra das Letras, sendo que um deles estaria de posse de uma imagem de São Thomé, inclusive seu nome também seria Thomé e veio a falecer no alto da montanha tempos depois. Antes de morrer teria perdido para que seus companheiros deixassem a imagem no interior da gruta, local onde permaneceria a sua alma, a qual guardaria a imagem e sempre a traria de volta caso alguém a levasse dali. (daí a superstição de que toda vez que a imagem era levada retornava para a gruta).

O fato de o terreno ser praticamente todo de pedra, o padre foi enterrado no local mais próximo onde havia terra, no caso esse local teria recebido o nome de “Manto Santo”, hoje, também conhecido popularmente como “mata do lei”.

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Um escravo, o mesmo João Antão, teria sido o primeiro a consumar o ato da fuga naquela fazenda, porém havia retornado passando a contar notáveis histórias as quais despertaram a curiosidade e interesse do seu feitor. Por quanto o perdoaria se aquela história de ter encontrado ruínas de muros perdidas no alto da serra, onde uma imagem de um “santo”, sob cujos pés corria uma água que o teria curado de hematomas pelo corpo adquiridos durante a fuga, que teria durado vários dias até o destino final e, sobre “letras”, as quais teria encontrado na entrada da caverna e que seriam uma espécie de mensagem, que deveria ser por ele revelada ao seu senhorio, este por sua vez, teria acreditado em primeira instância, concedendo-lhe o perdão caso a história fosse verdadeira.

Ao chegarem, já de noite, ao local onde se desenrolou a narrativa, o Junqueira percebeu uma silhueta iluminada roçar de encontro a rocha. Durante o dia encontrou o santo no fundo da gruta e as letras do lado de fora, ao lado uma capelinha arruinada com ruínas de habitações ao redor.

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A imagem de São Thomé que teria sido encontrada na gruta conforme a lenda do escravo seria feita de bronze, o Santo estava de botas e não de sandálias, vestia uma capa e carregava uma lança com a ponta virada para baixo, sinal de paz.

A imagem de bronze que chegou a ser colocada no altar da Igreja Matriz no ano de 1785 também teria sido roubada, porém foi levada para Roma. Acredita-se que tal fato se daria em represália por uma derrota política do Barão de Alfenas, após uma batalha perdida para as tropas do Imperador o qual ficou conhecido como “Revolução Liberal”. Dessa forma teria perdido boa parte de seu prestígio e respeito.

A ausência da figura inanimada do Santo no povoado teria criado um clima propício ao desânimo, à tristeza e uma graduada perda da auto-confiança nos moradores locais, cuja devoção ao Padroeiro seria como um “ingrediente” importante para alimentar a fé interior de cada crédulo.

O resultado teria sido o início de uma “condenação à decadência” naquela localidade. Porém, após um determinado espaço de tempo uma outra imagem teria sido enviada para o alto da serra. Naquele dia, as pessoas se uniram em orações e preces valendo-se de momentos de ansiedade e euforia. Todos queriam ver de perto a imagem do tão estimado Santo.

Por ocasião do advento da chegada dessa nova imagem teria acontecido uma grande festa, a qual perdurou por alguns dias (LINK FESTA DE AGOSTO).

De acordo com esta versão da história supõe-se que a “nova imagem” não é a mesma que surgiu no interior da gruta.

Essa nova estatueta era esculpida em madeira, o apóstolo calçava sandálias, carregava um bastão em forma de cajado, vestia um manto e sobre sua cabeça foi adornado com uma “coroa” de prata, o centro dessa coroa apresentava uma pedra, a princípio de cor vermelha.

IMG São Thomé Coroado

Há uma hipótese de que a pedra se tratava de um misterioso rubi, o qual teria pertencido á Joana D´Arc, uma amuleto de poder, cuja magia traria ao seu possuidor um elevado grau de auto-confiança, capaz de transforma-lo em um poderoso e admirado líder, além de permitir vagos e inesperados encontros com a Essência Divina, através de visões e sonhos. A hipótese é vaga pois não tem conhecimento da fonte original deste fato, apenas breves comentários em algumas poucas publicações de pouca credibilidade.

Por outro lado, a pedra que acompanhava o estranho e desproporcional artefato de pedra, chamado de “resplendor” seria de cor verde, para outros, branca. Na verdade a pedra poderia ter sido de todas as cores, o que impediria de um homem poderoso como João Francisco Junqueira de tocar a pedra?

As cores se arrastaram pelo tempo, de geração à geração e talvez tenham mudado junto com as gerações.

Já o fato do Santo usar uma coroa é vago, afinal quem usa coroa é rei. Não há outro santo que se apresente com coroa sobre a cabeça.

A coroa se faz presente na imagem de Nossa Senhora e suas diversas versões por ser considerada “Rainha Mãe de Jesus”, Jesus Cristo também é visto com uma coroa de espinhos e também o próprio Pai. Na cidade de Tiradentes na Igreja do Santíssimo há uma imagem representativa de Deus na figura de um homem com feições fortes e posição de poder o qual também veste tal artefato.

Porque São Thomé teria sido coroado? Será que a suposta coroa na verdade não se trata de um “cocar”? Afinal na peregrinação de Thomé o principal objetivo não era ensinar a agricultura aos silvícolas? De qualquer forma o interessado no assunto pode observar que nenhum santo usa coroa, chapéu ou cocar. Na verdade o objeto é um acessório, chamado de “Resplendor”.

O Roubo da imagem
Foi no dia 29 de Abril de 1991, feriado da Semana Santa, ocasião em que se deram fortes e freqüentes chuvas, o pároco foi uma das pessoas que não conseguiu chegar na cidade. Porém se encontravam presentes o Frei Belchior e o seminarista Gilberto.

Pela manhã, ao adentrar na igreja, teria a Sra. Francisca, secretária da Casa Paroquial, percebido que a imagem do Santo Padroeiro não estava no altar. Não havia sinais de arrombamento nas portas da igreja.

Após perceber que a imagem não estava no local devido, com urgência comunicou a todos o infortúnio. A notícia se espalhou velozmente entre os membros da comunidade.

Naquela manhã a população foi pra ver, ou melhor, não ver o Santo Padroeiro. Muita gente chorou e a cidade ficou triste, muito triste. Rodas de oração eram facilmente encontradas e o comentário era um só: o roubo da imagem!

A estatueta foi esculpida e policromada em madeira no 1º quartel do século XIX e media 51 centímetros de altura, 24 centímetros de largura e 33 centímetros de profundidade.

Quem teria roubado a sagrada imagem do Padroeiro e com qual objetivo?

Diz o povo que depois que a imagem de São Thomé foi levada, uma água que brotava na toca secou.

Na ocasião do roubo, no Domingo de Páscoa, noticiou-se que os paroquianos e o seminarista Gilberto comunicaram ao Bispo Diocesano, à polícia local e ao pároco a respeito do roubo da imagem.

Sem pistas e sequer uma notícia de um possível paradeiro até o dia 06 de maio de 1991, e assim sucessivamente. A imagem não foi encontrada, apesar de que a cidade estava ilhada.

São muitos os mistérios que cercam o roubo da imagem. Não é um fato isolado ouvir-se ainda o comentário de que a cidade empobreceu depois do sumiço do Santo, parte da alegria se foi e a natureza está se esvaindo, suas águas estão ameaçadas pela poluição, o bom turismo está desaparecendo a cada dia que passa e muitos moradores ainda sofrem pela perda lastimável do Padroeiro São Thomé.

Muitos ainda têm a esperança que um dia o Santo vai ser encontrado e voltar para onde nunca deveria ter saído: O altar da igreja Matriz de São Thomé das Letras.

Atualmente a imagem que ocupa o altar é uma estátua grande de São Thomé apóstolo, utilizada nas procissões. A réplica da estatueta roubada se encontra guardada na casa paroquial.

Apesar de que a Igreja Católica não concorde com a “reencarnação do espírito”, conforme adeptos do espiritismo, o apóstolo Thomé, entre outros de menor importância, teria encarnado como:


  • Joana D´Arc
  • Rasputin
  • Leonardo da Vinci
  • Mahatma Ghandi, e há quem diga, o misterioso “Chico Taquara”.


A chegada da nova imagem

Em 3 de julho do mesmo ano, dia do Padroeiro a cidade ganhou uma imagem semelhante em madeira da imagem que havia sido furtada, o Sr. Edson Arger, ex-morador, a conseguiu com um antigo pároco, Padre José Luiz Vilela, cânticos e orações, receberam muito bem o “novo santo”.

A Gruta que Mexe – Lendas de São Thomé das Letras

Os escravos aproveitaram o ataque e roubaram jóias, ouro, roupas, farta bebida e comida. Alguns teriam ido para outra fazenda, mas a família já havia sido avisada e os negros foram recebidos à bala.

Daqueles que se safaram, desapareceram por entre as fendas das rochas e caminhos bastante tortuosos impossibilitando que os perseguissem a cavalo. Ninguém melhor para atravessar esses íngremes terrenos senão os escravos.

Deixando pistas pelo caminho, abandonando produtos ou consumido produtos do roubo, ao escurecer encontraram uma gruta, não muito profunda, mas suficientemente seca para se passar à noite. Alguns preferiram dormir ao lado de fora escondidos entre a vegetação, mas pouco antes de amanhecer, tropas de fazendeiros localizaram e capturaram os escravos que dormiam entre a vegetação. Sob tortura ao perguntarem onde estavam os outros eles apontaram para uma fenda no paredão dizendo que ali havia uma gruta, mas nenhum indício sequer de uma pequena laje.

Os escravos que dormiram na gruta conseguiram escapar das tropas e diversos pequenos objetos valiosos, jóias e moedas de ouro ficaram com esses escravos. Temeremos em sair e serem capturados, olhavam de dentro pra fora e a cada vez eles se deparavam com um lugar diferente, onde, à primeira vista, não havia nada para comer, somente um pequeno gotejar de água num canto da gruta, suficiente para matar a sede. Os escravos foram definhados até que sucumbiram até o ponto de seus corpos secarem depois de mortos.

Dia a lenda que quem encontrar os corpos secos, encontrará o ouro, mas é preciso saber se a gruta irá para um pouco para se recolher o ouro do corpo secos.

Circuito do Charme - São Thomé das Letras

O “Circuito do Charme” é foi uma proposta do Detur para o comércio voltado para o turismo (pousadas e restaurantes) em São Thomé das Letras. Sem fins lucrativos, tem por objetivo a criação da prática de uma atividade turística de qualidade, com responsabilidade ambiental e social e, sobretudo, incentivar o empresário do setor a melhorar cada vez mais a sua proposta de empreendimento, de uma forma economicamente viável, ambientalmente adequada e socialmente justa. Todos podem fazer parte.

Os itens principais são beleza, decoração, limpeza, atendimento, organização, diferenciação do produto e serviços oferecidos e, principalmente aconchego e uma boa dose de “charme”.

O resultado desejado é transformar, mesmo que lentamente, a imagem da oferta turística do município, de forma a atrair turistas de bom poder aquisitivo e criar um novo “clima”, caracterizando São Thomé das Letras com uma Estância Turística nas Montanhas.

O projeto foi baseado no existente “Roteiros do Charme”, o qual integra pelo menos 40 estabelecimentos hoteleiros nas diversas regiões do país. Dentre esse restrito grupo, há pousadas que não dispõe nem de energia elétrica e nem de telefone, como é o caso do Refúgio Ecológico “Vale dos Veados”, na Serra da Bocaina, Estado de São Paulo. Para se chegar lá é preciso percorrer 42 quilômetros de estrada de terra em Jeep Land Rover 4x4.

Dentro do Circuito proposto para São Thomé das Letras, o turista vai encontrar refúgios ecológicos e pequenas pousadas com estilo e requinte, cujo atendimento é despreencioso e caseiro, providas de conforto, aconchego e decoração diferenciada e não classificada para mais ou para menos a qualidade dos serviços prestados, nem tampouco busca gerar uma competição entre os comerciantes dentro do município de São Thomé das Letras.

Para integrar o Circuito do Charme, no caso de pousadas, não é necessário provê-la com equipamentos de última geração, nem modificar a estrutura do imóvel.

Já fazem arte do Circuito de pousadas: Cachoeira do Flávio, Bosque dos Beija flores, Cidade das estrelas, Arco-íris e Pousas dos Anjos.

Enfim,

“Roteiros do Charme é um projeto que preserva as belezas naturais de maravilhosas regiões brasileiras, cria condições de trabalho para os seus habitantes e prova que hoteleiros podem ser mais que simples hoteleiros. Podem ser grandes anfitriões e grandes cidadãos.”, afirmou o Washington Olivetto da W/Brasil.

Fonte: Ricardo Kayapó